PM que denunciou tortura após assumir ser gay é expulso e teme morte


Enviado em 15 de abril de 2018 às 20:15:07


© Reprodução / Arquivo Pessoal

 

A Polícia Militar de São Paulo expulsou o soldado que denunciou tortura após assumir ser gay

soldado Adriell Rodrigues Alves da Costa, 35 anos, foi expulso da Polícia Militar do Estado de São Paulo seis meses após ter acusado oficiais do 39° Batalhão da Polícia Militar de 'perseguição, tortura e homofobia'.

Depois de a decisão ter sido publicada no Diário Oficial, Costa disse, na manhã deste domingo (15), que está com medo de ser morto.

Segundo destaca o G1, ex-militar gravou um vídeo e compartilhou nas redes sociais. "Se algo acontecer com a minha vida, com a minha integridade física, a responsabilidade é do comandante do batalhão, da Polícia Militar e do Estado, que nada fizeram para apurar as minhas denúncias", diz o soldado no vídeo.

O comando da PM argumentou que a decisão de expulsão ocorreu porque o solgado cometeu "transgressão disciplinar de natureza grave". Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Costa agrediu uma equipe de saúde e outros policiais durante uma avaliação clínica marcada a ele pela corporação durante apuração dos fatos.

"A PM destruiu a minha vida. Temo pela minha integridade física. Temo que me matem para calar todo o mal que me fizeram. Eles provaram que não têm escrúpulos algum. Se alguma coisa acontecer comigo, foi o Estado de São Paulo e a Polícia Militar que fizeram mal", afirmou Costa em entrevista ao G1.

Adriell entrou para a PM há 9 anos, lotado no 24º Batalhão, em Diadema, sendo transferido depois para Mauá, cidades da Região Metropolitana de São Paulo. Em 2011, ele teve as mãos lesionadas após um atropelamento durante o trabalho, e desde então, passou a atuar em funções administrativas na corporação.

No entanto, em 2016, Costa passou a atuar no 39º Batalhão, em São Vicente. Ele afirma que foi considerado um “peso morto” por ter ido para a unidade com restrições médicas, retiradas posteriormente pelo médico do 6º Comando do Policiamento do Interior, responsável por todo litoral.

Costa ainda acusa o batalhão de persegui-lo em razão da orientação sexual. "Eu escutei de um cabo que eu tinha que 'virar homem'. Ele me disse: 'Você não é homem. Você não está agindo como um homem'. Decididamente, um inferno começou na minha vida quando vim para a Baixada [Santista]", lamentou o soldado.

Quando o vídeo foi divulgado, a Secretaria de Segurança afirmou que prestava todo o apoio necessário ao policial. Em nota, a Secretaria afirmou que as medidas para solucionar o caso 'estavam sendo tomadas' e que a Corregedoria da Polícia Militar estava acompanhando o caso.


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