Preso na madrugada desta segunda-feira (12), o homem de 49 anos, suspeito de comandar a quadrilha envolvida na explosão da agência do Banco do Brasil em Rio Pardo de Minas, na região Norte do Estado. O crime foi na última quinta-feira (8). Ao todo, oito pessoas envolvidas na ação criminosa foram presas e mais de R$ 40 mil recuperados.

O homem preso é um empresário bastante conhecido na cidade de Taiobeiras, na região Norte de Minas. Segundo um dos delegados responsáveis pela investigação, Alessandro da Silva Lopes, o suspeito fornecia armamento e hospedagem para a quadrilha.

“Além de passar informações a respeito da dinâmica de segurança das cidades, o empresário financiava o transporte dos criminosos. Até passagem de avião era comprada para transportar os integrantes da quadrilha que efetuam os ataques a bancos da região”, explica o delegado.

Um advogado que dava fuga para o empresário também foi preso. Ele foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil, assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e responderá por facilitação de fuga em benefício próprio.

Além das prisões, a Polícia Militar encontrou um vasto armamento escondido no matagal próximo ao imóvel do suspeito. No local foram encontrados cinco fuzis (sendo um AK-47 e quatro .556), 13 bisnagas de dinamite, além de grande quantidade de detonadores, cordel detonante e um colete a prova de balas. “O investimento era alto. Armas de grosso calibre, além de explosivos em grande quantidade eram usados pela quadrilha”, complementa o delegado.

Após os crimes, a quadrilha se escondia em um motel de propriedade do empresário. “Os criminosos iam embora sem armas e dinheiro, o que não levantava suspeita. Depois de alguns dias, o empresário depositava em banco a quantia de cada envolvido por crime”, esclarece.

A suspeita da polícia é a de que esta quadrilha esteja envolvida em, pelo menos, dez ataques a bancos na região Norte de Minas ocorridos do fim do ano passado até o início deste ano. O empresário está preso no Presídio de Taiobeiras e deve ser transferido para uma unidade de segurança máxima da região.

Agora, a Polícia Civil tenta identificar os demais integrantes da quadrilha na tentativa de também localizar o dinheiro roubado em outros ataques.