O combate ao desperdício deve ser permanente

Por Luis Borges


Enviado em 01 de dezembro de 2017 às 23:22:45


 

Uma constatação muito comum para diversas pessoas ao longo de um certo período de tempo, um mês por exemplo, é que o dinheiro no caixa pessoal ou familiar não foi suficiente para bancar todos os gastos e investimentos. Quem consegue observar e analisar as causas desse fenômeno bem como o processo que o gera pode ter boas surpresas. Entre elas podem estar causas como a falta de planejamento, o consumo impulsivo (ou quase doentio), o passo maior que a perna, a manutenção de uma aparência enganosa, um gasto inesperado com a saúde ou com a manutenção da moradia, o desemprego e assim por diante.

O que nem todos conseguem observar e perceber é o quanto se perde e se joga fora pelo ralo em desperdício explícito. Segundo um dos fundamentos da gestão, “quem não mede não gerencia e quem não controla também não gerencia” embora gerenciar não seja apenas controlar.  Será que os gastos de uma família de 2, 3 ou 4 pessoas com alimentação, higiene, limpeza medicamentos e lazer são medidos? No mínimo isso vai ajudar a verificar se o que foi gasto ficou nos limites do orçamento ou acabou indo muito além do previsto. Nesse caso é preciso encontrar as causas da diferença. Será que cotidianamente sobra comida no jantar, frutas se perdem ou o pão amanhecido não vira torrada e vão todos para o lixo? E o que dizer da não percepção de uma torneira pingando uma gota d’água durante dias, do excesso de lâmpadas acesas como se a residência fosse um palácio encantado?

Outro ponto que frequentemente fica negligenciado é o de contratos de telefone fixo, celular, internet e tv a cabo. O que foi assinado 5 anos atrás e nunca mais foi renegociado pode esconder uma perda desnecessária de dinheiro. Vale perder alguns minutos – ou horas – na conversa com o operador de telemarketing para renegociar as condições e valores e economizar.

Se os detalhes é que decidem, como enxergar as perdas advindas de um singelo e fraterno encontro com um grupo de amigos ou de familiares também amigos nas mesas de um bar ou restaurante? Na hora de se fazer os pedidos de bebidas e alimentos cada um pede o que quer, independente do preço. Só não se conversa como será dividida a conta. A prática mais comum nessas ocasiões é simplesmente se fazer a divisão da conta pelo número de participantes do encontro, independente da quantidade consumida individualmente. Assim, os que consomem menos pagam pelos que consomem mais, o que pode até causar um rombo no orçamento individual ou familiar em função da magnitude da conta.

Diversos outros exemplos de desperdícios que podem gerar perdas e comprometer os orçamentos de gastos devem ser lembrados aqui. Basta um pouco de esforço para tentar verificar como e em que foi gasto o dinheiro do orçamento. Infelizmente ainda faltam muita disciplina, método, foco e priorização para aquelas pessoas que não conseguem entender ou explicar o que está acontecendo com elas no plano financeiro.

Será que o que foi narrado aqui só se aplica aos outros ou, de repente, alguns dos aspectos mostrados podem até te ajudar a melhorar?


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