Inhotim, o maior museu ao céu aberto do mundo

Por Sérgio Moreira


Enviado em 07 de fevereiro de 2019 às 22:42:07


 

inho

A cidade de Brumadinho, deve uma das maiores tragédias do mundo, com mais de 200 mortos, com o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em 25 de janeiro de 2019, que resultou em um dos maiores desastres com rejeitos de mineração no Brasil, muitos afirmam que é do mundo. Em Brumadinho está o Instituto Inhotim o maior centro de arte contemporânea a céu aberto do mundo, cercado por um majestoso jardim botânico. Caminhar por sua enorme área, que ostenta uma das maiores coleções de espécies vivas entre todos os jardins botânicos do país, é uma experiência única. Mas é pela arte que o Inhotim ganhou notoriedade. Mais de 20 galerias abrigam obras de 85 artistas de 26 diferentes nacionalidades: instalações, esculturas, desenhos, fotos e vídeos que chocam, encantam e estimulam a participação do visitante. No último ano, o vasto acervo ganhou como reforço obras de Lygia Pape, Tunga, Cristina Iglesias e Carlos Garaicoa.

Porque nada no mundo se compara a Inhotim. É um espaço com jardins amplos e exuberantes que dialogam com as obras de arte e a arquitetura das galerias – que de tempos em tempos são atualizadas. A estrutura é de primeira: restaurantes, lanchonetes, monitores, limpeza e conservação impecáveis.

mesa

Narração de um sonho de  Janet Cardiff & George Bures

 

Em Inhotim tem diversos destaques, como no áudio-instalação de Janet Cardiff & George Bures, que corresponde à narração de um sonho; no pavilhão do artista Matthew Barney (que mais parece um óvni espelhado no meio da mata); na galeria Doug Aitken, de onde se ouve o som da terra; na galeria de Cildo Meirelles, uma impactante casa com todos os cômodos e objetos revestidos de vermelho; crianças se divertem nas Cosmococas de Hélio Oiticica – salas com estímulos sensoriais.

 

casa

Casa vermelha, obra de Cildo Meirelles

 

Da escultura Elevazione, de Giuseppe Penone, uma imensa “árvore” suspensa, com raízes à mostra; da Magic Square, de Hélio Oiticica, onde nove paredes coloridas contrastam com o verde, em frente ao maior lago do Instituto; das 70 vigas de ferro despejadas de pé em uma piscina de concreto por Chris Burden, no alto de uma colina – oportunidade para captar arte e natureza num mesmo clique; e dos fuscas coloridos, perto da entrada das Cosmococas, um dos cartões-postais do instituto.

Para economizar tempo, compre, além do ingresso, o passe do carrinho que leva às obras mais distantes – ele funciona como um circular, e passa a cada 15 minutos nas paradas indicadas no mapa do museu.

O ano todo. Nas quartas-feiras (exceto feriados), a entrada é grátis. E, nos fins de semana, o instituto fecha mais tarde. De terça a domingo, um ônibus liga a rodoviária de Belo Horizonte ao local. Nos meses de agosto e setembro, o projeto Inhotim em Cena leva artistas ao parque todos os domingos, para apresentações grátis (música, dança ou performance teatral) – a programação é divulgada no site.

Circular no museu é fácil: logo na entrada você recebe um mapa e em cada galeria há um monitor. Há quatro tipos de visitas guiadas: 1. Artística: sábados e domingos, às 14h30, com uma hora de duração;2. Ambiental: sábados e domingos, às 10h30 e 14h30, com 1h30 de duração;3. Panorâmica: de terça a domingo, às 11h e 14h, com 1h30 de duração;4. Viveiro-educador: de terça a domingo, às 9h30 e às 16h, sem duração determinada. Ingresso: R$ 25 (às terças e quintas) ou R$ 40 (de sexta a domingo). A entrada é gratuita às quartas-feiras. Endereço: Rua B, 20, Inhotim  -Brumadinho

obra

As obras encantam o público com a criatividade e interação

 

Telefone: (31) 3571-9700 informações  http://www.inhotim.org.br


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