Paralisação afeta segurança dos Estados Unidos, alerta FBI

Por AE/ Diário de Pernambuco


Enviado em 11 de janeiro de 2019 às 14:36:51


Foto: Ronald Martinez/AFP

 

 


O FBI (polícia federal americana) alertou nesta quinta-feira (10) que a paralisação parcial do governo, que chega à terceira semana, ameaça sua capacidade de investigar e manter suas operações. O presidente dos EUA, Donald Trump, viajou na quinta até a fronteira com o México para defender, mais uma vez, a construção de um muro, cujo financiamento está travando a aprovação da lei orçamentária, mantendo parte do governo paralisado.


Segundo a associação de funcionários do FBI, os agentes especiais continuam trabalhando sem cobrar e a direção do órgão está fazendo tudo o que pode para financiar as operações com recursos cada vez mais limitados. "O importante trabalho que o escritório faz precisa de financiamento imediato", afirmou a associação, em nota.

O grupo representa cerca de 13 mil agentes especiais ativos do FBI, que investigam desde crimes violentos e crimes financeiros até espionagem e terrorismo. Em petição enviada à Casa Branca e aos líderes do Congresso, a associação explica que a situação financeira dos agentes pode afetar o desempenho se eles não receberem salários hoje.

"A falta de pagamento pode atrasar a obtenção e a renovação das autorizações de segurança e, em alguns casos, pode até impedir que os agentes continuem fazendo seu trabalho."

Mais de 400 mil funcionários públicos federais, entre eles dezenas de milhares de agentes da patrulha de fronteira e do Sindicato de Funcionários do Tesouro Nacional, moveram um processo coletivo contra o governo Trump pelo não pagamento de salários durante a paralisação. Segundo o Washington Post, várias agências federais interromperam o trabalho temporariamente em razão da falta de pagamento.

A paralisação parcial do governo teve início no dia 22, depois que Trump rejeitou um projeto de lei orçamentário que não incluía seu pedido de US$ 5,7 bilhões para construir um muro na fronteira com o México.

Trump deixou Washington na quinta rumo a McAllen, no Texas, sem nenhuma negociação programada com líderes do Congresso. Na quarta-feira, dia 9, ele abandonou uma reunião com democratas, irritado com a falta de dinheiro para o muro.

Diante do impasse, Trump ameaçou declarar emergência nacional, abrindo caminho para conduzir o projeto sem a aprovação do Congresso. Antes de embarcar para o Texas, ele voltou a defender a ideia de usar os poderes presidenciais para o muro, uma promessa de sua campanha. "Se isso (a negociação) não funcionar, provavelmente eu farei isso (declarar emergência). Quase diria com certeza."

Cercado por oficiais da patrulha de fronteira e pilhas de drogas dinheiro e armas apreendidos, o presidente culpou os democratas pela crise. Ele reiterou a alegação de que o México pagará indiretamente pelo muro com as revisões dos acordos comerciais com os EUA e ouviu relatos de pessoas que tiveram parentes mortos por imigrantes. "Se tivéssemos uma barreira de algum tipo de concreto ou de arame, eles (imigrantes) não iam nem se dar o trabalho de tentar (cruzar a fronteira)", disse. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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